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terça-feira, 3 de abril de 2012

Festival de culto ao pênis atrai 13 mil pessoas no Japão


Estátua de órgão masculino gigante é carregada durante celebração (Foto: Ewerthon Tobacce/BBC Brasil)

Festa Kanamara Matsuri é levada a sério por alguns, mas também conta com a participação de muitos curiosos.

Cerca de 13 mil pessoas foram à cidade de Kawasaki, na Grande Tóquio, para participar de um festival inusitado que celebra o órgão sexual masculino.
Estátua de órgão masculino gigante é carregada durante celebração: 'templo portátil' (Foto: Ewerthon Tobacce/BBC Brasil)
 
O Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço, atrai tudo que é tipo de público - desde pessoas que acreditam no culto ao órgão, que é reverenciado como se fosse algo divino, a turistas e curiosos, que querem tirar fotos inusitadas e rir um pouco. Veja a reportagem em vídeo.
No ponto alto da festa, duas esculturas de pênis gigantes saem pelas ruas. Alguns dos homens que carregam o chamado mikoshi, ou espécie de templo portátil, se vestem com roupas de mulher. A tradição indica que esse ritual aumenta a fertilidade dos envolvidos.
O festival é realizado há quatro décadas. Em um país com um índice relativamente baixo de natalidade, a festa acaba se tornando um incentivo aos casais.
Turistas brincam sobre estátua de pênis durante o festival japonês (Foto: Ewerthon Tobacce/BBC Brasil)Turistas brincam sobre estátua de pênis durante o festival japonês (Foto: Ewerthon Tobacce/BBC Brasil)






Postada:Gomes Silveira
Fonte:G1

A Linhaça e os beneficios à saúde humana




Feira de Ciências da Faculdade Estadual

Trabalhando o Projeto: ALINHAÇA E OS BENEFÍCIOS À SAÚDE HUMANA, participamos de diversos eventos em nosso Município e Estado. Mostrando que a Educação Pública pode mudar a realidade de uma sociedade que prima pelos valores científicos.
Essas atividades foram de grande importância para o grupo, pois incentivando para que os alunos desenvolvam valores focados principalmente na educação e pesquisa científica de um modo geral estimulando a comunidade escolar pela leitura de artigos científicos principalmente no mundo das ciências naturais valorizando o trabalho em grupo e a melhoria da humanidade e do meio ambiente.
Parabéns as alunas Mariana Cabral, Soraya Nobre e Simone pelo sucesso e principalmente pela aprendizagens e valores adquiridos durante todo o processo.
Silvana Maria da Silva Santos
Professora Orientadora




Postada:Gomes Silveira
Fonte:Colégio Estadual

Ciro Gomes - Crise no Congresso ‘era sofrimento anunciado’



A rebelião de parte dos partidos da base aliada contra o Planalto e a presidenta Dilma Rousseff era a “crônica de um sofrimento anunciado”, devido à configuração das alianças realizadas pelo PT na eleição presidencial de 2010. “A Dilma é uma pessoa decente, tem espírito público e certa intransigência – que considero necessária – em relação a essas práticas deformadas da vida brasileira. Então, estava marcado o conflito”, afirma Ciro Gomes, ex-ministro da Integração Nacional no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-governador do Ceará, em entrevista a CartaCapital. 
Há muito tempo com vontade de ter um espaço para refletir sobre o Brasil, como explica, Gomes estreia nesta semana uma coluna semanal no site de CartaCapital, na qual pretende discutir as bases de um projeto nacional de desenvolvimento, a começar com um diagnóstico da situação estrutural do País. “A CartaCapital tem se revelado talvez a única revista de circulação nacional com independência e pluralismo.”

Sobre a tensão atual no Congresso, Gomes diz, no entanto, compreender que a ampla “fratura da representação brasileira” exige a composição de alianças para conquistar a governabilidade. Mas o desalinhamento da base aliada foi criado quando o PT seguiu “assustado com o escândalo do mensalão o caminho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e aceitou uma aliança com base em fisiologia e patrimonialismo.”
Segundo o novo colunista de CartaCapital, as turbulências enfrentadas por Dilma, como a votação da Lei Geral da Copa na Câmara somente após a garantia da apreciação do Código Florestal pelos deputados em abril, são apenas um teste para avaliar sua reação ao “verdadeiro avanço, que virá ao final de 2012”.
“Aí sim, a crise é provável, porque a economia brasileira está jogando de lado. Devemos crescer cerca de 2,5% pelo segundo ano consecutivo e isso gera consequências no mercado de trabalho, no espaço para os salários e etc.”
Neste cenário, Gomes acredita que as eleições municipais devem acentuar ainda mais os conflitos em Brasília, pois pressionam as “fraturas” ao limite extremo. “O PT tem uma goela de um tamanho que vai incomodar ainda mais um conjunto importante de aliados. A vingança, provavelmente, será potencializada nesta crise [do final de 2012].”
Para o ex-ministro, a intenção do PMDB em eleger os presidentes da Câmara e Senado, “baseado na palavra irresponsável do PT”, também deve gerar problemas. “Se [o PT] não cumprir a palavra, temos um tipo de tipo de crise. Se cumprir, temos outro ainda mais grave.”
Por isso, Ciro Gomes se diz preocupado com o “conjunto frágil de operadores”, sob o ponto de vista de experiência, metodologias e conhecimento do terreno do qual Dilma dispõe. “De um lado, há uma situação complexa e de outro uma presidenta com uma correta atitude, porém desarmada da ferramentaria e da mão de obra necessárias para prevenir e enfrentar essa crise com chance de êxito.”
Coluna no portal  
Em seu espaço semanal no site de CartaCapital, o ex-ministro pretende abordar a tese de que as civilizações de sucesso, por trás de sua grande variedade institucional e diferenças culturais, têm um traço em comum que o Brasil poderia seguir: o alto nível de investimento doméstico, uma coordenação estratégica entre governo, empresariado e academia e o investimento em gente.
Gomes cita o exemplo do experimento sul-coreano, no qual o país passou a investir em educação e qualificação de seus cidadãos nos últimos 40 anos. “Naquela época, o país asiático estava menos avançado que o Brasil em matéria industrial, científica, patentes e registros de trabalhos científicos. Hoje, a Coreia do Sul dá dois ou três Brasis neste sentido. Possui marcas globais de eletroeletrônicos e automóveis e o Brasil não tem nenhuma.”
O ex-ministro também critica a política brasileira de poupança interna para investimentos futuros. Segundo o colunista, a China aplica o equivalente a 50% de seu PIB para este fim, e o Brasil fica entre 16% e 19% desde o governo FHC. “Seria como se o chinês consumisse 46% do que produz e guardasse 54% para desenvolvimentos futuros. No Brasil, comemos 81% e guardamos 19%.”
“A poupança doméstica para o investimento não é uma obra fatalista do acaso, é consequência de arranjos institucionais que a política faz ou deixa de fazer. É o modo como se organiza o sistema tributário, previdência e mercado de capitais e isso no Brasil está tudo para ser feito”, completa.






Postada:Gomes Silveira
Fonte:Carta Capital

O PSDB e a leveza do paquiderme




A cúpula do PSDB, ao lidar com jornalistas que criticam seus integrantes e legenda, age com a leveza de um paquiderme. Deixa pegadas por onde passa na sua tentativa de forçar repórteres a se retratarem – no caso de CartaCapital esforço vão. Foi o que fez Adriana Vasconcelos, coordenadora de Comunicação Social da Executiva Nacional do PSDB, em conversa telefônica na sexta-feira 30 com Gabriel Bonis, jornalista de CartaCapital.
Vasconcelos ligou acelerada e a falar em tom alto para reclamar de artigo publicado pelo website do semanário intitulado “Resenha de A Privataria Tucana causa demissão de jornalistas da Revista de História da Biblioteca Nacional”. Em poucos termos, Bonis aprofundou uma nota do jornalista Elio Gaspari, no qual o colunista conta como uma resenha de autoria de Celso de Castro Barbosa favorável ao livro de Amaury Jr. sobre as falcatruas do PSDB deixou “possessos” os líderes da legenda. Em seguida, Barbosa e o editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, foram demitidos.

A lógica de Vasconcelos, repetida em carta para a direção de CartaCapital após a escaramuça telefônica com Bonis, é a seguinte: o “jovem repórter” (ela cisma em associar sua juventude à uma suposta falta de experiência ao longo do texto) teria sugerido que o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, “pediu a cabeça” dos jornalistas. E, “segundo as regras da ética do bom jornalismo” o “jovem” deveria ter ouvido a direção nacional do PSDB antes de publicar sua matéria.

Pequeno e crucial detalhe: em momento algum Bonis sugere que Guerra teria, como enfatizou Vasconcelos, “pedido a cabeça” dos jornalistas da Revista de História. O jornalista simplesmente relata o que constava na mídia, e inclusive no website do PSDB.

A cúpula do PSDB não acha esquisito dois jornalistas serem demitidos após a legenda ter colocado pressão na Revista de História?
O PSDB, vale exprimir, considera a Revista de História como uma publicação governamental. E pelo fato de receber verba da Petrobrás deveria se manter isenta de questões políticas. Vasconcelos, de fato, defendeu essa tese no entrevero com Bonis. No entanto, a publicação é da Sabin, que, embora seja uma sociedade sem fins lucrativos, cobra taxas de associação anuais a variar de um salário mínimo a mais de 20 mil reais. A Sociedade é composta inclusive por bancos como o Bradesco e o Itaú. Além disso, a Revista de História é vendida em bancas e por assinatura, logo tem fins comerciais.
Por meio de uma nota, o presidente da Sabin, Jean-Louis Lacerda Soares, afirmou que “não interfere no conteúdo editorial da revista”. E emendou: “A atribuição relacionada ao conteúdo é do Conselho Editorial”. Em suma, Barbosa tem o direito de opinar sobre A Privataria Tucana na Revista de História. Deveria.

A Petrobrás anuncia, aliás, em várias publicações e mesmo assim todas elas têm a liberdade de criticar o PSDB. Isso, claro, acontece pouco, para não dizer nunca, visto que a vasta maioria desses periódicos têm tangíveis pendores tucanos.

Por exemplo, Luciano Figueiredo, o editor-chefe da Revista de História, portou-se de forma nebulosa. Em entrevista para CartaCapital, Barbosa contou que Figueiredo “concordou com quase tudo que eu havia escrito”.
No entanto, tudo leva a crer que houve pressão para levá-lo a mudar de ideia. Guerra enviou uma carta de protesto a Figueiredo, e outra à ministra da Cultura, Anna de Hollanda. Consta que Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central no governo de FHC, teria sido um dos mais ativos mobilizadores na campanha contra a resenha de A Privataria Tucana.

Resultado: Figueiredo escreveu nota, assinada pelo presidente da Sabin, na qual diz que o texto do jornalista não havia sido revisado pelos editores da publicação e se desculpa com os possíveis ofendidos. Em seguida foi dispensado pela Sabin por “razões administrativas”. Será?
Por sua vez, o PSDB reagiu na sexta através da seguinte nota: “A própria Revista de História da Biblioteca Nacional constatou um erro ao publicar o artigo”.
Mas que erro cometeu Barbosa?
Vasconcelos teve a bondade de nos presentear com uma nota redigida, em 28 de março, por Sérgio Guerra. O deputado nega interferência nas demissões. E escreve: “O PSDB tem todo o direito de protestar contra a resenha do livro “A Privataria Tucana” pela “Revista História”, da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional. Terá também todo o direito de ir à Justiça”.
E Barbosa não tem direito de protestar contra os protestos tucanos?
Pressão por parte da legenda houve. Na conversa telefônica com Bonis, de fato, Vasconcelos não negou que o PSDB fez pressão, embora não tenha pedido cabeças. Houve as cartas para Figueiredo e para a ministra Anna de Hollanda.

E houve o telefonema para Bonis.
Vasconcelos diz na carta (mais uma) endereçada para CartaCapital que o jornalista da revista ficou “irritado”. Foi Bonis, aliás, quem a incentivou a enviar a carta. Este que escreve estava ao lado de Bonis durante a contenda telefônica. Ele é um jornalista calmo, prolífico e um dos mais talentosos que temos. Continuou calmo, mas foi duro quando a coordenadora tucana começou a repetir, ininterruptamente e aos berros, que ele não havia falado com o Guerra. Bonis então disse que se a coordenadora não o deixasse se exprimir seria obrigado a desligar.

Vasconcelos continuou a gritar que ele não tinha procurado Guerra e desligou o telefone na cara do jornalista. Disse que vai “estudar a possibilidade de um processo”.





Postada:Gomes Silveira
Fonte:Carta Capital

Goiás - O crime no poder


Restritas ao noticiário local de Goiânia, as informações sobre uma “minirreforma” no secretariado do governador de -Goiás, Marconi Perillo (PSDB), são o primeiro sinal de que suas ligações com o esquema -conjunto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, prometem levar a crise para dentro do governo goiano.
Transformado em menos de um mês em zumbi político, Torres agoniza pelos corredores do Senado, agora sob risco de ser cassado. Mas não deve naufragar sozinho, se as investigações da Polícia Federal forem aprofundadas. Novos documentos, gravações e perícias que integram o relatório da Operação Monte Carlo, revelados com exclusividade por CartaCapital, apontam uma total sinergia entre o esquema do bicheiro, o senador e o governo de Marconi Perillo.

Em conversas telefônicas, o bicheiro jacta-se da influência sobre Marconi Perillo e sempre recorria a Demóstenes Torres, vulgo "gordinho". Perillo

Em uma interceptação telefônica de 5 de janeiro de 2011, os agentes federais registraram uma conversa entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Araújo de Souza, vulgo Baixinho. Na conversa, o bicheiro, a partir de um telefone em Miami, recebe a notícia de que um de seus indicados para o governo de -Goiás, identificado apenas por Caolho, acabou preterido, sem maiores explicações e aparentemente sem o conhecimento do governador. Segundo homem na hierarquia e braço operacional de Cachoeira, Souza administrava e operava o sistema de contabilidade da quadrilha. Também era responsável pelo pagamento de boa parte das propinas a agentes públicos, em troca de proteção e informação.

Torres considera-se um "cadáver político". 

“Marconi, hora que souber disso (sic), vai ficar puto”, reclama o bicheiro, no telefonema a Souza. E acrescenta, a seguir: “Já mandei avisar ele (sic)”. Mas adiante, revela, por duas vezes, a ordem dada ao senador Torres para entrar no caso e falar diretamente com o governador. “O Demóstenes já está ligando para ele”, garante Cachoeira.

Mais adiante, no mesmo grampo, o bicheiro pede a Souza para tomar providências e entrar em contato com Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete do governador. Ela chegou ao cargo no início do ano passado, depois das eleições de 2010, na qual foi responsável -pela arti-culação do tucano para que prefeitos do PP aderissem à campanha do PSDB ao governo estadual. Até então, era ligada ao ex–secretário extraordinário de Assuntos Estratégicos de Goiás Fernando Cunha, importante liderança tucana no estado, falecido em novembro de 2011. Segundo as investigações da PF, uma filha de Cunha é casada com um irmão de Cachoeira.

Outra interferência direta do bicheiro no governo, revelada nos grampos da PF, tem relação com a atuação do coronel Vicente Ferreira Filho, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, em Anápolis. Souza refere-se à preocupação de um certo “Ananias”, provavelmente um dos prepostos da jogatina na cidade, com a atuação do oficial. “O Ananias está demonstrando preocupação com o Vicente em Anápolis, hein”, avisa.

Cachoeira informa então a providência tomada. “Já mandei (inaudível), inclusive vai falar com Marconi, hoje à tarde”, diz o bicheiro. Em seguida, tranquiliza o auxiliar sobre a possibilidade de o coronel da PM atrapalhar os negócios em Anápolis, segundo a transcrição da PF. “Não vai, não. Esse comandante pra nóis (sic), ainda vai ser bom. Cê vai ver (sic).” Não há, contudo, nenhuma acusação contra o coronel nos autos da Operação Monte Carlo.

Ciente da encrenca em que está metido, Perillo decidiu usar como desculpa a desincompatibilização do atual secretário de Meio Ambiente, Leonardo Vilela, candidato do PSDB à prefeitura de Goiânia, para mexer na equipe e apagar os rastros de Torres e Cachoeira em seus domínios. Assim, a amiga do bicheiro, Eliane Pinheiro, chefe de gabinete de Perillo, deverá deixar o cargo em breve, sob a improvável promessa de mudar de função. Outro que deve sair e colocar as barbas de molho é o secretário de Infraestrutura, Wilder Morais. Suplente de Torres, poderá assumir a vaga no Senado caso o titular venha a ser cassado.

Será uma vingança e tanto. A mulher de Morais, Andressa, o abandonou no ano passado para viver com Cachoeira. O drama matrimonial chegou a servir de desculpa para o senador Torres -justificar os 298 telefonemas que trocou com o bicheiro nos últimos seis meses. Morais também tomou medidas preventivas e afastou Leandro Gomes Candido do cargo de secretário-executivo da pasta. Candido é marido de uma irmã de Andressa.
Cachoeira se valia dos serviços do araponga Dadá 

Outro da lista é o secretário da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, indicação pessoal de Torres. Baldy é genro do empresário Marcelo Limírio, sócio do senador do DEM em uma faculdade em Goiás.  Ex-dono do Laboratório Neo Química, em Anápolis, segunda maior cidade do estado, o secretário mantém ainda uma sociedade com Cachoeira na ICF, empresa fornecedora de testes para laboratórios. Um deles, o Vitapan, de propriedade do bicheiro, era utilizado para lavagem de dinheiro do esquema de jogatina, segundo informações da PF.

“É assustador o alcance dos tentáculos da organização criminosa”, escreveu em 23 de fevereiro deste ano o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da Vara Federal de Anápolis, responsável pela condução processual do inquérito. Segundo o magistrado, “para dar suporte à exploração ilegal de máquinas caça-níqueis, bingos de cartelas e jogo do bicho em Goiás” a quadrilha de Cachoeira montou um incrível esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, contrabando, corrupção, -pe-culato, prevaricação e violação de sigilos.
Ainda de acordo com Lima, o grupo de Cachoeira era altamente “profissionalizado, estável, permanente, habitual, estruturado, montado para cometer crimes graves”. Para tal, mantinha uma “estrutura organizacional e piramidal -complexa” que funcionava graças a uma “estrutura estável, entranhada no seio do estado com, inclusive, a distribuição centralizada de meios de comunicação para o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de inviabilizar a interferência das agências sérias de persecução”.

Logo após ser preso, o juiz determinou que Cachoeira fosse transferido para um presídio federal de Mossoró (RN) porque, na petição à Justiça Federal, os procuradores do caso temiam que ele continuasse a comandar o esquema criminoso de dentro de uma prisão de -Goiás. “Em mais de uma década, Carlinhos Cachoeira dedicou-se a comprar informações e proteção de agentes do estado vendíveis. Em outras palavras, tornou a sociedade e o próprio estado mais vulneráveis ao crime”, escreveu Lima.

Os números listados na Justiça Federal falam por si só do tamanho da investigação que une os negócios de Cachoeira com a rotina do governo de Goiás. Ao todo foram identificados como integrantes da quadrilha do bicheiro 43 agentes públicos. Desses, seis delegados da Polícia Civil, 30 policiais militares, dois delegados da PF, um administrativo da PF, um policial rodoviário federal, dois agentes da Polícia Civil e dois servidores municipais. A Monte Carlo gerou 36 volumes de interceptação telefônica, 14 volumes de inquérito policial, três volumes de sigilo bancário e fiscal, além de uma centena de relatórios produzidos pela PF.

Procurado por CartaCapital, o governador Perillo respondeu, via assessoria de imprensa, não possuir nenhuma ligação com o bicheiro. Sobre indicações de Cachoeira para cargos no governo, saiu-se com essa: “Que eu tenha sido informado, não”. Também negou ter havido pressão de Demóstenes Torres para a nomeação de apadrinhados do bicheiro no governo estadual. Por fim, negou ter iniciado uma reforma no secretariado. Seriam “apenas substituições pontuais de auxiliares que serão candidatos nas próximas eleições”.
Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal mostram intervenção de Cachoeira no governo de Goiás. Foto: Gustavo miranda

Enquanto isso, a agonia de Torres parece não ter fim. Na sexta-feira 23, -CartaCapital revelou em seu site que a Polícia Federal sabia desde 2006 de suas ligações com Cachoeira. Três relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, então chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Superintendência da PF em Goiânia, revelam que Torres tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino, calculada em aproximadamente 170 milhões de reais nos últimos seis anos. A informação consta de um Relatório Sigiloso de Análise da Operação Monte Carlo, sob os cuidados do Núcleo de Inteligência Policial da Superintendência da PF em Brasília.


Valadares foi um dos 35 presos em 29 de fevereiro na esteira da operação. Nas interceptações telefônicas feitas pela PF com autorização da Justiça, ele é chamado de Neguinho pelo bicheiro. Por estar lotado na delegacia de repressão a crimes financeiros, era responsável pelas operações policiais da Superintendência da PF em todo o estado. Ao que tudo indica, foi cooptado para a quadrilha após descobrir os esquemas de Cachoeira, Torres e mais três políticos goianos também citados por ele na investigação: os deputados federais Carlos Alberto Lereia (PSDB), Jovair Arantes (PTB) e Rubens Otoni (PT).
Em outro grampo da PF, revelado agora por CartaCapital, de 13 de março de 2011, Cachoeira conversa com Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, sargento da reserva da Aeronáutica, também preso durante a Operação Monte Carlo. Ele era responsável por obter informações sigilosas de interesse da quadrilha de Cachoeira em troca de um pagamento mensal de 5 mil reais. No grampo, Dadá manda o bicheiro “tranquilizar” Torres. Falava possivelmente da investigação da PF sobre o esquema criminoso.

A informação, proveniente de uma mulher não identificada na conversa, é tachada de “exagerada” pelo araponga da Aeronáutica. “Investigações a baixo nível, entendeu, só a termos de conhecimento”, diz Dadá. “Então, excelente, vou passar para o GORDINHO a informação”, diz o bicheiro. O apelido, segundo a PF, era o código para se referir ao senador do DEM nas conversas entre os dois. Até 2009, Torres pesava 103 quilos. Perdeu 30 quilos após se submeter a uma cirurgia de redução do estômago.
Os deputados Lereia, do PSDB, e Otoni, do PT, também integrariam o esquema. Fotos: Beto Oliveira e Carlos Moura

Uma série de outras reportagens divulgada nos últimos dias complicou ainda mais a vida do senador. O jornal O Globo publicou transcrições de interceptações telefônicas nas quais Torres pede ao bicheiro, com quem se comunicava por meio de um aparelho de rádio registrado em Miami, 3 mil reais para pagar despesas de táxi aéreo.

O diário carioca revelou ainda que o parlamentar do DEM usou de seu prestígio para tentar remover, em 2009, um dos principais agentes de uma das investigações sobre a exploração ilegal de máquinas caça-níqueis e videopôquer chefiada por Cachoeira. Tratava-se do policial federal José Luiz da Silva. Torres solicitou ao então secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, a transferência do agente de Anápolis, área de atuação de Cachoeira, para Goiânia.

Uma reportagem do Jornal -Nacional jogou mais cal sobre a cova do senador, que já admitiu estar “morto politicamente” por causa das denúncias. Trechos de interceptações da Monte Carlo revelam que Cachoeira, em conversa com o contador Giovani Pereira da Silva, pode ter repassado mais de 3 milhões de reais ao senador do DEM.
É possível que em breve venha à tona outra faceta do grupo: o uso de meios de comunicação para atacar adversários. Sabe-se das boas relações de Cachoeira com jornalistas de Brasília, em especial o diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Jr. Segundo blogs da internet, a Polícia Federal teria interceptado mais de 200 telefonemas entre o jornalista e o bicheiro durante o curso das investigações.

Nos inquéritos aos quais CartaCapital teve acesso, Policarpo Jr. é citado mais de uma vez. Em um grampo de 8 de julho de 2011, Cachoeira instrui o sargento Jairo Martins, da PM de Brasília, -para -estancar as informações repassadas ao jornalista. O bicheiro teria se chateado com algum texto publicado na revista. Martins é um famoso araponga brasiliense, acostumado a prestar serviços clandestinos no submundo da comunidade de informações. Foi ele quem, por exemplo, gravou o vídeo em que  o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho aparece a embolsar 3 mil reais de propina. Indicado pelo PTB, Marinho foi o estopim do escândalo do chamado mensalão.

O futuro de Torres depende da Pro-curadoria-Geral da República e do Congresso Nacional. Desde 2009, sem nenhuma explicação plausível, o procurador-geral Roberto Gurgel mantinha engavetado um relatório da PF referente à Operação Las Vegas, de 2008, na qual a ligação entre Cachoeira e o senador era -explicitada pela primeira vez em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça de Goiás. Diante da pressão provocada pelas revelações da Operação Monte Carlo, Gurgel foi obrigado, na quarta-feira 28, a dar seguimento à denúncia, enviada ao Supremo Tribunal Federal.

No Congresso, o destino de Torres está nas mãos do líder do PMDB, Renan Calheiros, e do presidente do Senado, José Sarney, que precisam recompor o Conselho de Ética do Senado. O órgão está acéfalo desde setembro de 2011, razão pela qual ainda não se pode apreciar a representação contra Torres apresentada na quarta-feira 28 pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL). Segundo Rodrigues, está claro que Cachoeira mantém relações “amplas, gerais e irrestritas” com Torres e outras autoridades.

Tão logo o impasse burocrático seja resolvido, o processo de cassação do senador goiano, dado como certo até pelos aliados mais próximos, vai ser iniciado. Torres renunciou à liderança do DEM no Senado e corre risco de ser expulso do partido.





Postada:Gomes Silveira
Fonte:Carta Capital

Stanley Leão assume presidência estadual do PTC


Em Fortaleza, a posição do PTC será agora de apoio a prefeita Luizianne Lins, ao contrário da gestão anterior, presidida pelo Ver. Marcelo Mendes, que defendia candidatura própria.


Stanley Leão, novo presidência estadual do PTC
Em solenidade na noite desta segunda-feira, 02 de abril, o ex-deputado estadual Stanley Leão assumiu o diretório estadual do Partido Trabalhista Cristão (PTC). O evento ocorreu no Hotel Amuarama, no bairro de Fátima.
Presente ao evento, o secretário-geral do PTC nacional, Rivailton Pinto, parabenizou a nova composição do PTC no Ceará e reforçou o compromisso do partido com o governo da presidente Dilma e com o PT em Fortaleza.
Nova composição do diretório estadual do PTC:
Stanley Leão, presidente estadual;
José Batista de Oliveira, 1ª vice-presidência;
José Humberto Araújo, 2ª vice-presidência;
Barroso Rodrigues, secretaria geral;
Paulino Fernandes a tesouraria;
Anderson Araújo a 1ª secretaria;
Maria Volitz Leão a 2ª secretaria.  
Assim como no âmbito nacional, o diretório estadual  reforça a aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) nas próximas eleições municipais. Em Fortaleza, a posição do PTC  é de apoio à prefeita Luizianne Lins, ao contrário da gestão anterior, presidida pelo Ver. Marcelo Mendes, que defendia candidatura própria do partido. Hoje, o PTC conta com dois vereadores na capital cearense, Marcelo Mendes e Dr. Ciro 
O sistema Avol tentou ouvir o vereador e ex-presidente estadual Marcelo Mendes. No entanto, o telefone do mesmo estava fora de área ou desligado.







Postada:Gomes Silveira
Fonte:Antonio Viana

Farc libertam 10 últimos reféns na Colômbia


000_Mvd6267118.jpgEram os últimos reféns militares e policiais em cativeiro, segundo informes da própria guerrilha

 
Quatro militares e seis policiais, mantidos como reféns pela guerrilha das Farc há mais de doze anos, foram libertados nesta segunda-feira (02), na Colômbia, e entregues a uma missão humanitária, informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Está confirmada a libertação de quatro militares e seis policiais", disse a porta-voz do CICR María Cristina Rivera, ao ler um comunicado oficial.


A libertação foi realizada "nas últimas horas na zona rural entre os limites do Departamento de Meta e Guaviare", acrescentou. Os reféns libertados desembarcaram às 18h locais (20h de Brasília), no aeroporto de Villavicencio (110 km ao sul de Bogotá), de onde partiu pela manhã a missão humanitária, num helicóptero Cougar da Força Aérea Brasileira.

Eram os últimos reféns militares e policiais em cativeiro, segundo informes da própria guerrilha. As Farc, fundadas em 1964, são a principal guerrilha da Colômbia, com 9.000 combatentes.
 







Postada:Gomes Silveira
Fonte:Revista Isto É